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Região

14/07/2017  às 20hs08

Sul catarinense não terá água suficiente no futuro, aponta estudo

Em dez anos


Foto: Willians Biehl

Foto: Willians Biehl


Se continuar poluindo e consumindo como atualmente, em dez anos a região Sul catarinense provavelmente não terá água suficiente para cobrir a demanda de todos os setores das Bacias Hidrográficas do Rio Araranguá e Urussanga. É o que confirmou, até agora, o Plano Estadual de Recursos Hídricos, em sua segunda fase de produção.

"Basicamente, se nada for feito para preservar e recuperar a água que temos, em dez anos já serão registrados conflitos por conta da disponibilidade do recurso, que não será suficiente para todas as áreas de produção e consumo. O estado crítico que já é sentido pode piorar, e, sem dúvidas, há risco real de faltar água", alerta o engenheiro sanitarista ambiental e gerente do Plano de Recursos Hídricos, Vinicius Ragghianti.

Ainda segundo o estudo, até 2023 o setor industrial seja o responsável pelo maior aumento da vazão de retirada de água em Santa Catarina. "Sem esquecer que o maior consumo continuará sendo do setor da irrigação, com 45% do total consumido. Em geral, toda Santa Catarina apresenta um cenário crescente de demanda pela água para a maioria dos setores usuários, e, por isso, evidencia-se ainda mais a necessidade de criação de políticas públicas de preservação", argumenta Ragghianti.

A próxima e última fase do Plano Estadual de Recursos Hídricos é, justamente, montar um Plano de Ações a ser executado pelo Poder Público, visando à preservação e recuperação dos recursos hídricos para o futuro. "Desta forma, torna-se cada vez mais importante a participação das entidades e sociedade civil no Comitê de Bacias, para que, juntos, possamos contribuir para a criação dessas medidas, melhorando a realidade da nossa região", ressalta o presidente do Comitê Araranguá, Sérgio Marini.