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Saúde

10/10/2016  às 17hs57

Sombrio planeja centralizar programas de saúde mental

Mais de 3 mil pessoas estão cadastradas no projeto


Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


Durante toda esta segunda-feira  a Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com as secretarias de Educação e Bem Estar Social e com o Samae, realizou no calçadão da Avenida Nereu Ramos, bem no Centro de Sombrio, um evento de conscientização do Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado nesta segunda-feira, dia 10 de Outubro.

Ações de orientação de saúde bucal, nutricional, aferimento de pressão, atividades esportivas como o xadrez e a capoeira, e apresentações artísticas da Apae foram as atrações que chamavam a população que passava nas ruas. O Núcleo de Apoio à Saúde da Família, Nasf, participou das atividades, assim como o Cras, o Creas, o Ceac e a Apae.


"O objetivo é conscientizar os cidadãos sobre a existência desse trabalho junto de todas as secretarias que trabalham diretamente com o cidadão em alguma espécie de vulnerabilidade e mostrar que trabalhamos diariamente com os mais diversos casos, atingindo mais de 90% de resultado positivo dos pacientes que não abandona o tratamento", explicou a psicóloga Leonete pereira de Souza.

Em Sombrio, segundo dados da atual administração, cerca de 3.150 pessoas estão cadastradas no programa de Saúde Mental, que ganhará nos próximos dias o reforço do Caps, Centro de Atenção Psicossocial. Na Secretaria de Saúde, atendem três psicólogos e dois psiquiatras diariamente. No Social e na Educação também existe o atendimento psicológico em programas que serão integrados e terão coordenação centralizada.

"Nosso objetivo é integrar todos estes programas para que trabalhem como uma engrenagem perfeita, nos cadastros, registros de atendimento e acompanhamento em todos os setores. Educação, Saúde e Social precisam estar interligadas para o atendimento da saúde mental se tornar unificado, contínuo e resolutivo", explicou o prefeito Zênio Cardoso.

De acordo com o psicólogo João Roges, o problema que gera o maior número de atendimentos e tratamento ainda é a depressão. E em todas as idades. "Crianças e adolescentes também têm sofrido desse mal e a gente descobre na maioria dos casos através de brincadeiras e desenhos. O acompanhamento e o tratamento têm dado bons resultados, especialmente porque pesquisamos e vamos a fundo, inclusive acompanhando a família do paciente, onde pode estar o problema, ou sua condição social que geralmente, nestes casos, tem certa vulnerabilidade", explica.

Ansiedade, fobia e déficit de atenção são os outros casos que mais geram procura do serviço de saúde mental do município com crianças. Para os adultos o estresse e a depressão ainda são campeões de atendimento e por vezes a medicação é a primeira procura, o que ameniza, segundo o psicólogo, mas que não pode ser a bengala do paciente. "A medicação pode ser utilizada para iniciar o tratamento, amenizar a situação e iniciar a busca pela cura do problema. Mas não pode tornar o paciente dependente. Por isso o tratamento com terapia é o caminho mais indicado, mesmo que o medicamento entre junto nestes casos", finaliza.