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Economia

03/11/2017  às 15hs24

Ministério Público se propõe intermediar venda da unidade da JBS

Unidade de Morro Grande


Foto: Bruna Borges

Foto: Bruna Borges


O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), através da Promotoria de Justiça de Meleiro, se dispôs a intermediar as negociações entre a JBS e grupos interessados em adquirir a unidade de Morro Grande. A medida foi proposta em reunião conciliatória, realizada nesta quarta-feira, comandada pela juíza Thania Mara Luz. A direção nacional da empresa tem dez dia para se manifestar. Além da magistrada, participaram do encontro o gerente geral da JBS para o Sul de Santa Catarina, Ricardo Ximenes, o prefeito de Morro Grande, Valdo Rocha e o promotor de justiça da comarca de Meleiro, Cleber Lodetti de Oliveira.

“Nós já aceitamos a ideia, mas eles (JBS) não são obrigados a aceitar. O Ministério Pública ficaria como intermediador entre a JBS e os grupos de investidores. O que fosse necessário eles iam passar para o promotor, e ele conversava com as empresas”, explica o chefe do Executivo. A reunião conciliatório foi marcada pela juíza na última semana, após não deferir pela liminar protocolada pela Administração Municipal para a manutenção das atividades no munícipio. A empresa encerrou oficialmente as atividades no última dia 31 de outubro, porém desde o dia 26 já não estava mais realizando o abate de aves. A medida impactou na demissão de aproximadamente 740 pessoas, além do cancelamento de contrato com os 130 produtores de frango associados.

A empresa anunciou o cancelamento da produção em Morro Grande em setembro. Desde então, lideranças políticas da região e do Estado se empenharam para reverter a situação ou repassar a unidade para outro gestor. De acordo com Rocha, apesar de afirmar interesse na venda da planta industrial, os gestores da JBS estariam colocando empecilho na negociação com os demais grupos. “Eles voltaram a afirmar que estão interessados na venda, mas não observamos nenhuma boa vontade deles em fechar o negócio”, expõe o prefeito.

As tratativas com demais grupos iniciaram ainda em setembro. Segundo o prefeito, atualmente seis grupos, sendo parte deles de países asiáticos, um de Israel e outros representantes nacionais, estão em negociação com a empresa. Ainda não há previsão da possível venda da unidade. “Nós vamos esperar esses dez dias e voltar a conversar. Caso isso não dê certo, nós também temos outras estratégias. Não vamos jogar a toalha facilmente, se precisar vamos até o extremo”, ressalta Rocha.


*Com informações do jornalista Gabriel Bosa, do Jornal A Tribuna.